sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Curitibanos pedem que lei amplie gasto em educação

A Câmara de Curitiba realizou na manhã de ontem uma au­­diência pública para discutir com a população a reforma da Lei Orgânica Municipal, a constituição da cidade. Dentre as propostas populares apresentadas, destacaram-se a sugestão de prever em lei a obrigação de a prefeitura destinar no mí­­­nino 30% do orçamento para a educação (hoje a legislação exige 25%). Outra proposta prevê que também seja estabelecida em lei a prioridade, nas ações municipais, das bicicletas e do transporte público em relação aos carros. Os curitibanos ainda terão até o dia 18 para enviar outras propostas (veja como fazer isso ao fim desta reportagem).

Cerca de cem pessoas estiveram presentes na audiência. Na reunião, havia representantes de di­­­ver­­­sos segmentos da sociedade, como professores, ciclistas, idosos e portadores de deficiência.

Educação

A elevação do investimento mínimo em educação para 30% já é uma discussão antiga na comissão de vereadores que estuda mudanças na Lei Or­­gânica. Antes da audiência, o Ministério Público e a vereadora Professora Josete (PT) já haviam sugerido essa mudança, mas ela foi barrada na comissão.

Na reunião de ontem, professores da rede pública voltaram a pedir que os 30% sejam incluídos na lei. Mas, segundo o presidente da comissão, Paulo Frote (PSDB), é pouco provável que o pedido seja aprovado. O vereador afirma que consultou o prefeito Luciano Ducci (PSB) e que ele disse que o orçamento ficaria muito engessado com essa exigência.

A presidente da APP-Sindi­­cato, Marlei Fernandes de Carvalho, apresentou também uma proposta de incluir a formação continuada de professores como uma obrigação da prefeitura. De acordo com ela, a proposta visa, ao mesmo tempo, valorizar o professor e melhorar a qualidade do ensino. Hoje, essa previsão não consta na lei.

Já o presidente do Diretório Central dos Estudantes da Unicuritiba, André Feiges, foi à reunião para sugerir mudanças no artigo 147 da lei, que trata da política de desenvolvimento urbano de Curitiba. Para ele, a redação dada pela comissão já representa um avanço, mas não especifica a priorização dos veículos não motorizados, como a bicicleta, sobre os carros. “Hoje o poder público tenta se apropriar da imagem da bicicleta, mas sem apresentar políticas públicas que a tratem como um modal integrado à rede de transportes”, disse ele.

Legislação da cidade está defasada

Considerada a principal legislação do município, a atual Lei Orgânica de Curitiba está em vigência desde 1990, dois anos depois da promulgação da Constituição Federal. Mas, ao contrário da Constituição, que sofreu inúmeras emendas, a lei recebeu poucas alterações desde então e, com isso, ficou defasada em relação a legislações federal e esta­­dual. Por causa disso, a Câmara de Curitiba instalou uma comissão para revisá-la por inteiro.

Uma comissão foi montada para fazer esse trabalho em 2007 e chegou a terminar o projeto, mas ele acabou não indo à votação por motivos políticos. Em 2009, uma nova comissão foi montada, aproveitando parte do trabalho da primeira. Os trabalhos foram encerrados no mês passado. Agora, uma nova comissão irá revisar o trabalho finalizado e deve entregar um projeto definitivo para votação até o fim do ano.

A comissão de revisão apresentou, durante a audiência pública de ontem, as propostas elaboradas durante dois anos de trabalho dos vereadores. A apresentação foi feita pelo relator da comissão, Paulo Salamuni (PV), que destacou alguns artigos modificados, como o fim da reeleição para a Mesa Executiva da Câmara e o desconto a parlamentares faltosos (ver quadro ao lado). Salamuni frisou, também, que 57% dos artigos da lei devem sofrer algum tipo de alteração.

Serviço:

A população poderá fazer sugestões para a nova Lei Orgânica de Curitiba até 18 de novembro, pelo e-mail lista-comissao-revisao-lei-organica@cmc.pr.gov.br. Essas sugestões serão encaminhadas à Procuradoria Jurídica da Câmara, que avaliará sua legalidade.


Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1191006&tit=Curitibanos-pedem-que-lei-amplie-gasto-em-educacao

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bicicleta deve ser opção de transporte em Curitiba

Entrevista da Gazeta do Povo com estudiosa do assunto, aponta que Curitiba pode oferecer a bicicleta como meio de trasnporte e não só de lazer.


Tatiana Gadda, urbanista PhD em Ciências Ambientais Humanas e da Terra

A arquiteta e urbanista Tatiana Gadda, professora do Depar­­tamento de Construção Civil da Universidade Tecnoló­­gica Fede­­ral do Paraná (UTFPR), desenvolveu entre 2000 e 2002 na Royal School of Technology, na Suécia, a primeira dissertação sobre o tema do ciclismo utilitário em Curitiba. O estudo apresentou um plano físico de inserção da bicicleta na malha cicloviária de Curitiba, por meio da análise de acidentes de trânsito envolvendo ciclistas.

Após a pesquisa, ela permaneceu no exterior por cerca de dez anos. O retorno a Curitiba, porém, não foi tão empolgante quanto imaginava. “No meu retorno, infelizmente, não vi nenhum avanço significativo na infraestrutura cicloviária da cidade”, diz. Mesmo assim, avalia Tatiana, as perspectivas são positivas. Para a pesquisadora, houve avanços no cenário das políticas de mobilidade e a bicicleta, enfim, passou a ser tema de debate e propostas públicas.

Quais foram as principais recomendações e pontos do seu plano de inserção da bicicleta em Curitiba?

O que norteou as propostas foi o próprio planejamento da cidade. Em áreas pouco densas, onde há menor demanda por transporte público, os pontos de ônibus estão a distâncias maiores do que em áreas com maior demanda. A frequência dos ônibus é também muito mais espaçada. Esse quadro propicia o uso da bicicleta para deslocamentos curtos dentro da área e no entorno. Já em áreas com muita densidade, como é o caso dos eixos de transporte de massa, existe também a necessidade de inserção da bicicleta. O cidadão deve ter o direito de optar pelo modal que melhor lhe convier para acessar os pontos de interesse e atração, e a bicicleta deve estar entre as opções.

Qual foi a avaliação da infraestrutura cicloviária da cidade feita na época?

A estrutura cicloviária se apresentava bastante deficiente principalmente para os usuários do ciclismo utilitário, pois a cidade pensava a bicicleta como meio de lazer. A estrutura cicloviária era implantada onde era fácil fazê-la e apresentava poucos equipamentos para estacionamento. Além disso muitos trechos de ciclovias estavam em péssimas condições de conservação.

Você afirma que – praticamente uma década após essa constatação – pouco ou nada mudou...

Sim, de tangível pouco mudou nesse espaço de tempo na cidade, mas a consciência sobre a bicicleta ser um modal que acrescenta opção no sistema viário aumentou muito. Acredito que essa é a mudança fundamental. A solução física será uma consequência, pois a pressão popular, que há dez anos não existia, agora existe. O público que alterna as opções de modal e que quer mais espaço para o uso da bicicleta tem crescido e não é um movimento só em Curitiba.

A bicicleta terá como escapar da sombra de outros modais ou sempre ficará em segundo ou terceiro plano frente a opções como carros e ônibus?

Temos tradicionalmente considerado a bicicleta como veículo de brincadeira ou para as camadas com rendas mais baixas. Em uma sociedade onde o “ter” ganha espaço sobre o “ser” e o “fazer”, não é surpreendente que um maior status seja dado àqueles que estão motorizados. Mas existe um movimento que, justamente ao se deparar com isso, vai na contramão e manda a mensagem de que andar de bicicleta é “cool”, pois significa que você é consciente e age sobre a sua saúde, o meio ambiente, a desumanização do trânsito. A bicicleta será, sem dúvida, mais amplamente utilizada a partir do mo­­mento em que a infraestrutura cicloviária seja provida adequadamente.

A cidade está no caminho para adotar a bicicleta co­­mo meio de transporte?

Em Curitiba, somos muito felizes na nossa acessibilidade como motoristas de veículos motorizados e ainda felizes como usuários de transporte público de massa ou pedestres. Mas não temos a bicicleta inserida no sistema de transporte. Isso é uma im­­portante negligência. Porém, acredito que esse cenário está prestes a mudar pois não só a mídia vem respondendo ao forte interesse pela bicicleta, como também o poder municipal adota agora uma política clara de promoção do ciclismo utilitário. Órgãos municipais têm promovido debates e mantido um diálogo próximo às associações de ciclistas que, por sua vez, estão bastante maduras, organizadas e com capacidade de dar bons “feedbacks” às propostas da prefeitura.


Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1186836&tit=Bicicleta-deve-ser-uma-opcao-de-transporte-e-nao-so-de-lazer

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Encontros Regionais de Capacitação – JPV e PV Mulher


Visando a formação política de nosso partido e a mobilização de nossos filiados, realizaremos três “Encontros Regionais de Capacitação da Juventude do Partido Verde (JPV) e do PV Mulher”. A participação de todas as Comissões Executivas Municipais é obrigatória inclusive com o apoio e incentivo aos seus secretários municipais da Juventude e da Mulher a participar. Abaixo segue o calendário de eventos e a localização de cada um foi organizada para que todos possam participar no município mais próximo ao seu domicílio.

Locais:

22 de outubro – Lapa

Local: Câmara Municipal da Lapa

Cronograma:

14:00 – 17:00 – Abertura + Apresentações + Salas temáticas

17:00 – 18:00 – Encerramento

Saudações Verdes,


Raphael Rolim de Moura Maria Isabel Correa

Secretário Estadual da Juventude Secretária Estadual da Mulher

Célio Guimarães
Vereador - Lapa
Presidente do PV - Lapa
Vice-presidente da Juventude do PV do Paraná
Contatos: 41 3622.2536 / 41 9658.2389

Segue o breve discurso realizado em nossa reunião pelo pré candidato a vereador de Curitiba Thomas Eduardo.

"Boa noite á todos.É de grande prazer da minha parte estar aqui na presença de tantas pessoas dispostas a fazer algo por nossa cidade e país.Fico muito feliz ao ver que existem tantas pessoas lutando pelo mesmo objetivo e que nenhum de nós está sozinho nessa batalha.Gostaria de deixar aqui para todos algumas palavras de reflexão.Como qualquer um de nós aqui presente pode daqui a algum tempo estar em qualquer cargo,acho totalmente válido que não somente pensemos no processo eleitoral mas sim também no que poderemos fazer.Nesse poderemos fazer é que gostaria de colocar ênfase,pois até agora estamos vivendo da ‘’era da informação’’,onde varias pesquisas apontam para diversos caminhos,mas quase nada é feito para se alcançar o melhor.Então declaro eu que devemos nos voltar para a ‘’era da ação’’,onde todas as informações arrecadadas até hoje devem ser utilizadas em prol do bem comum,está na hora da diferença,na hora de fazermos algo.Aqui cada um é diferente,cada um possui uma idéia e uma mentalidade,mas todos aqui compartilhamos do mesmo ideal.Então que juntemos nossas força para que façamos de nosso país um país melhor.Obrigado."

sábado, 15 de outubro de 2011

JPV realiza I Encontro de pré-candidatos jovens


Na noite da última quinta-feira (13), a Juventude do PV de Curitiba realizou o I Encontro de pré-candidatos jovens do partido para as próximas eleições municipais. Com cerca de 30 pré-candidatos jovens apenas à disputa de vereador em Curitiba, a juventude do partido se organiza para fomentar a formação de um grupo político jovem que repassem os ideais verdes nas eleições municipais de 2012, não somente na Capital, mas em todo o estado.

O encontro contou com a presença da presidente estadual do PV, deputada federal Rosane Ferreira, que destacou importância da participação dos jovens nas decisões políticas, citando o pré-candidato jovem à prefeitura de Curitiba, Raphael Rolim, que é Secretário Estadual da Juventude e disputará a indicação do partido de igual para igual com os demais concorrentes.

Para o presidente da JPV - Curitiba, Thiago Silva, o encontro serviu como um primeiro contato dos jovens com o partido, para que a partir deste ato haja uma sintonia entre os pré-candidatos até as eleições do próximo ano e principalmente após as eleições municipais, fortalecendo a participação dos jovens na política.

Pré-candidato do PV à prefeitura de Curitiba, o secretário estadual da Juventude, Raphael Rolim destacou a importância de uma maior participação dos jovens na política local, principalmente no âmbito municipal, que é onde são tomadas as decisões que refletem mais diretamente na vida do das pessoas. "A juventude precisa dar a cara pra bater e ser mais atuante no combate à corrupção e os desmandos no poder público", destacou Rolim.

O vereador jovem da Lapa, Célio Guimarães falou da sua experiência como parlamentar no município e também destacou a importância da participação dos jovens na vida pública, não somente disputando eleições mas também participando de movimentos sociais e reivindicando seus direitos junto ao poder público.

O evento também teve a presença da Secretária Nacional da Juventude do PV, Julia Duppré, que veio do Rio de Janeiro para prestigiar o evento e apoiar a pré-candidatura de Rolim à prefeitura de Curitiba. Julia também repassou aos pré-candidatos um pouco da sua experiência política adquirido em diversas campanhas políticas como a do candidato Fernando Gabeira à prefeitura do Rio de Janeiro em 2008, quando o candidato verde chegou ao 2º turno e perdeu a eleição municipal por uma diferença mínima de votos.

Veja as fotos do encontro.


Data: 15/10/2011

Álbum de fotos do 1º Encontro de pré-candidatos da JPV Curitiba e RMC